3 aspectos negativos da Mentalidade de "Tolerância Zero-Erro"

April 16, 2018

Tempo de Leitura: 2-3 minutos

Pode ser interessante para: Público em Geral; 

 

Sejamos francos, quem gosta de errar? Bem, há pessoas maduras neste sentido que entendem os aspectos positivos do erro, mas de uma forma geral, eu consigo imaginar a maioria das pessoas respondendo que não gostam. 

 

Se eu, enquanto pessoa errar, isso irá me custar de alguma forma, contudo, se eu enquanto empresa errar, isso terá custos financeiros, e isso é o que empresas realmente não querem. 

 

Para muitos empresários, a afirmação "Isso terá custos financeiros" causa arrepios. Empresas, principalmente de pequeno à médio porte não tem uma estrutura financeira que permita o erro ou os tais custos financeiros. Por outro lado, as grandes corporações que têm tal estrutura não permitem a existência de erros ou projectos que "dêem em erro". Essas grandes corporações têm obtido resultados positivos ano atrás de ano, de modo que é muito difícil mudar essa mentalidade. E com certeza, não podemos dizer que essa mentalidade está totalmente errada, afinal, se tem lucros e é possível "prever" os resultados através de métricas e KPIs. E é exatamente este um dos problemas. 

 

Vejamos quais são eles. 

 

1. Resultados Previsíveis

Como falado logo acima, não que isso seja ruim. Investir no seu carro chefe, no seu "produto estrela" faz todo sentido, deve ser feito dessa forma. Análises e indicadores podem ajudar a "prever" o ROI (Return of Investment) o que traz mais conforto em frente aos próximos investimentos. O grande ponto aqui, a grande pergunta que o líder e responsável pela direção da empresa tem de responder a si próprio é: Porquê não investir parte deste retorno em idéias que lhe podem trazer resultados diferentes? Veja, não é preciso investir tudo, "ir para o tudo ou nada", basta reservar parte para esse fim "experimental", digamos.

 

 

2. Morte da Criatividade

Muitas empresas nascem com uma idéia inovadora. Um produto tecnológico que alimenta uma demanda que não existia, que foi criada pela própria empresa é um exemplo. Essas empresas têm então o famoso "boom". Conforme crescem, parece que vão perdendo a coragem de procurar a mesma idéia inovadora que as trouxe até aquele ponto, vão perdendo assim o seu melhor, o seu diferencial e vão matando a criatividade.

 

É exactamente isso que o medo de inovar faz, mata a criatividade. Tendemos a fazer sempre tudo da mesma forma, afinal, "time que está ganhando não se mexe". 

 

Ocorre que o mundo não é linear, ele muda, e isso ocorre em uma velocidade espantosa se analisarmos. Pense quanta coisa aconteceu nos últimos 30 anos. Pense que fomos dos "disquetões" à "cloud" e isso é só um exemplo. Quem vai saber com exactidão o que vai acontecer nos próximos 30? Bem, sei que se o fabricante de disquete não tivesse investido, certamente hoje seria história. 

 

3. Crescimento Linear

O crescimento linear numa empresa é muitas vezes o resultado de anos de melhoria de processos e aperfeiçoamento de um determinado produto ou serviço. As vezes é resultado de uma forma nova de fazer algo que a empresa já faz.

 

Ocorre que quando damos chance ao erro e a criatividade, damos de cara com a disrupção. Disrupção por definição significa ruptura, interrupção. De modo geral, significa fazer diferente. Disrupção é quebrar uma linha de raciocínio, uma métrica, um avanço linear com um "Quê" de obviedade.

 

Um exemplo de disrupção é as formas de armazenamento das músicas. Tínhamos o Vinil, a fita k7, o CD, o pen-drive e por fim a cloud, ou seja, nada disso seguiu um padrão, foi uma evolução disruptiva. 

 

Conclusão

O grande ponto aqui é o entendimento que não se faz necessário apostar todo seu budget e esforço e energia em uma ideia que pode falhar, não é essa a idéia. A idéia é dar uma margem, uma chance ao erro, dar uma chance ao desejo de conhecer o novo, tentar através de diferentes pontos de vistas. Se calhar, caberia bem trocar "erro" por "criatividade", dar uma chance a criatividade, se tratar de uma vinícola por exemplo, tentar novos mercados, novos approaches, novas formas de engarrafamento, novos tamanhos, novos produtos, enfim, aceitar a possibilidade do erro é um agradável passeio pelas terras das possibilidades e é um processo empírico, que tende a melhor a cada iteração. 

 

 

(English Version)

Reading Time: 2-3 minutes

It might be intersting to: Everyone; 

 

Let's be honest, who likes to make a mistake? Well, there are mature people in this sense who understand the positive aspects of the mistake, but in a general way, I can imagine most people responding they do not like it.

 

If I, as a person, make a mistake, it will cost me somehow, but if I as a company make a mistake, it will have financial costs, and this is what companies do not really want.

 

For many entrepreneurs, the statement "This will have financial costs" causes chills. Companies, especially small to medium-sized do not have a financial structure that allows the error or such financial costs. On the other hand, large corporations that have such a structure do not allow the existence of errors or projects that "go wrong." These big corporations have had positive results year after year, so it's very difficult to change that mentality. And of course, we can not say that this mentality is totally wrong, after all, if there are profits and it is possible to "predict" the results through metrics and KPIs. And this is exactly one of the problems.

 

Let's see what they are.

 

1. Predictable Results
As said above, not that this is bad. Investing in your "star product" makes a lot of sense, it should be done that way. Analyzes and indicators can help "predict" the ROI (Return of Investment) which brings more comfort in front of the next investments. The big point here, the big question that the leader and manager of the company has to answer is: Why not invest part of this return in ideas that can bring different results? You see, an all-in it is not needed, just reserve part for this "experimental" purpose, say.


2. Death of Creativity
Many companies are born with an innovative idea. A technological product that fuels a demand that did not exist, which was created by the company itself is an example. These companies then have the famous boom. As they grow up, they seem to lose the courage to look for the same innovative idea that has brought them up to that point, they are losing their best, their differential and they are killing creativity.

 

That's exactly what the fear of innovating does, kills creativity. We tend to do everything in the same way, after all, we're winning.

 

It happens that the world is not linear, it changes, and it occurs at an astonishing time if we analyze. Think about how much has happened in the last 30 years. If you think, we went from "floppy" to "cloud" and that's just one example. Who will know exactly what will happen in the next 30? Well, I know that if the floppy disk manufacturer had not invested, it would certainly be part of the history today.

 

3. Linear Growth
Linear growth in a company is often the result of years of process improvement and refinement of a particular product or service. Sometimes it is the result of a new way of doing something the company already does.

 

It happens that when we give chance to make mistakes, we face the disruption. Disruption by definition means make things differently. Disruption is breaking a line of reasoning, a metric, that continuous growth.

 

One example of disruption is the way we storage music. We had the Vinyl, then tapes, the CD, the pen-drive and finally the cloud.  None of those storage technologies followed a pattern, it was a disruptive evolution.

 

Final Words
The big point here is the understanding that it is not necessary to bet all your budget and effort and energy on an idea that can fail, that's not what I'm talking about. The idea is to give a margin, a chance to make mistakes, give a chance to the desire to know the new, try through different points of view. Perhaps, it would be well to change "mistake" for "creativity", give creativity a chance, if it is a winery for example, try new markets, new approaches, new forms of bottling, new sizes, new products, possibility of make mistakes is a pleasant walk through the lands of possibilities and is an empirical process, which tends to better each iteration.

 

 

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